sábado, 20 de março de 2010

O meu amanhã


Ela achava que tinha perdido o jeito. Era nova e acabara de terminar o seu primeiro namoro. Ele era experiente e acabara de desmanchar o casamento.

Há um ano atrás ela o conheceu, na verdade, só de vista. Sempre o via andando pela faculdade e até fora dela, como na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e na Feira Literária de Paraty. Dera apelido para ele, comentava com as amigas, mas ele parecia nem notar a sua existência.

Na verdade era casado, estava sempre com a esposa, o que dificultava, ou melhor, eliminava qualquer tipo de aproximação. E o ano passou, ela conheceu outras pessoas, até namorar, namorou. E ele continuou casado, mas ela nem pensava mais nele.

Certo dia, e é aí que se inicia nossa história, ela, solteira, e ele, divorciado, encontraram-se ao acaso, na casa de amigos, que ela acabara de fazer.

Ela era do tipo que não perdia a oportunidade de fazer amizade e aquele dia saiu com as amigas para dançar e se divertir um pouco, mas não pretendia ficar muito na festa. Porém, como sempre, as coisas são bem melhores quando acontecem ao acaso.

Cerveja daqui, dança dali, deu o horário de partir. Mas foi bem nessa hora que conheceram uns rapazes, simpáticos, bonitos e estederam a noite na casa de um deles com mais cerveja, conversa e muita risada.

Conversa vai, conversa vem e quando ela menos esperava, ele entrou pela porta, cumprimentou a todos e sentou-se ao seu lado.

Ela mal podia acreditar que era ele ali, todo simpático, sorridente. Conversaram a noite inteira, concordavam em tudo, ela sorria para ele, trocavam olhares, mas tudo muito sutil.

A aproximação era recíproca, os carinhos, as mãos, tudo foi acontecendo natural e lentamente.

A frase: “-agora que está solteiro” dita pelo amigo, soou como música para seus ouvidos e então ela sorriu com os olhos.

Os carinhos foram se intensificando. Ele a beijou no rosto, nos olhos, na testa, no nariz, quando enfim os lábios se tocaram. Do clichê veio uma sensação que, aparentemente, ambos nunca haviam sentido.

O encontro dos olhos, dos lábios, das mãos, dos pêlos, do suor,dos batimentos cardíacos, tudo parecia exatamente calculado de modo muito natural, como se aquilo tivesse que acontecer, cedo ou tarde. E a noite virou dia sem nem consultar o relógio, desenhando um céu de amarelo, azul e rosa.

2 comentários:

Anônimo disse...

*-*

duas histórias, um mesmo final.

Raquel Luanda disse...

" Eu era um bêbado, que vivia drogado.. hoje estou curado.. encontrei JESUS, ENCONTREI JESUS!!"

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