Já faz um tempo, um bom tempo, que venho enrolando, postergando, adiando, mas já faz um bom tempo mesmo que queria lhe escrever.
Mesmo antes do dia que quando falou-me todo sem jeito, com medo, sem culpa do quanto de gostar que tinha por mim.
Me lembro ainda do dia em que quando nos conhecemos, com um assobio, um aceno e um convite, depois de alguns desvios no percurso para enfim, então selar nosso amor com um beijo sem pudor.
Minha mão, em sua perna, escorregava, acelerada, meio sem graça, como quem quer, mas que finge não querer para então parar entre suas mãos.
Noutro dia ainda virou, apertou minha mão, abraçou, me beijou e queria a confirmação do quanto nos dávamos bem. Não pude negar, virei, confirmei, lhe beijei, e quis fazer como se pudesse estar dentro de mim para sentir todo aquele amor o qual tanto me fazia feliz. Entretanto não era possível, sorri, quis chorar, passei por abraço o que queria falar.
Como xilogravura, literatura de cordel hei de esculpir em sua parede então todo o amor e desejo que sinto por ti. Proseando assim de cordel é de se notar o quanto temos muito disso, assim como também da literatura de Rosa, ele Riobaldo, eu Diadorim, ele sol, enquanto eu lua, numa eterna dança entre sol e lua, numa eterna repulsa e atração, onde não há de fato uma fusão.
Contraditório assim como todo amor.
Mesmo antes do dia que quando falou-me todo sem jeito, com medo, sem culpa do quanto de gostar que tinha por mim.
Me lembro ainda do dia em que quando nos conhecemos, com um assobio, um aceno e um convite, depois de alguns desvios no percurso para enfim, então selar nosso amor com um beijo sem pudor.
Minha mão, em sua perna, escorregava, acelerada, meio sem graça, como quem quer, mas que finge não querer para então parar entre suas mãos.
Noutro dia ainda virou, apertou minha mão, abraçou, me beijou e queria a confirmação do quanto nos dávamos bem. Não pude negar, virei, confirmei, lhe beijei, e quis fazer como se pudesse estar dentro de mim para sentir todo aquele amor o qual tanto me fazia feliz. Entretanto não era possível, sorri, quis chorar, passei por abraço o que queria falar.
Como xilogravura, literatura de cordel hei de esculpir em sua parede então todo o amor e desejo que sinto por ti. Proseando assim de cordel é de se notar o quanto temos muito disso, assim como também da literatura de Rosa, ele Riobaldo, eu Diadorim, ele sol, enquanto eu lua, numa eterna dança entre sol e lua, numa eterna repulsa e atração, onde não há de fato uma fusão.
Contraditório assim como todo amor.