terça-feira, 2 de novembro de 2010

Descuidado.

Ele não queria estar ali, não naquela situação, não com aquelas pessoas. Mas foram alguns passos em falso, e deu no que deu. Foi tudo sendo empurrado com a barriga. Não tinha como fugir mais, nem sabia se queria, era mais conveniente deixar tudo como estava.

Mas e a vontade? A saudade?

Tudo barrado pelo orgulho. Ou talvez pela vaidade.

Num dó é num ré, deixou umas lágrimas rolarem, assim como aquele filme em sua cabeça.

Eram sorrisos, beijos e abraços. Tempo bom, pensou.

Mas de que adiantava?

Era muito amor para uma pessoa só. Era amor que não se acabava. Amor que se mal cuidado se transformava, virava angústia, raiva, solidão.

Talvez ele não tivesse cuidado...

Deixou-se levar por tanto amor. Descuidado, ela sempre dizia. Ele nunca ouvia, não porque não queria, por birra, por nada disso, era puro e simples descuido. Ela tinha razão. Sempre teve. E ainda tem.

Nenhum comentário:

Visitantes: