segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pra não dizer que não falei da censura.

A vida é uma censura.

Desde que nascemos somos censurados: a gente chora e o médico dá um tapa na nossa bunda, a gente chora de novo a mãe dá o peito, chora e o pai dá chupeta.

Na rua não pode enfiar o dedo no nariz, não pode soltar pum, não pode falar que aquela tia é gorda, não pode rir do nome engraçado do amigo. Também não pode furar o bolo, comer brigadeiro antes do parabéns, nem doce antes da janta. Não pode sair na chuva, não pode andar descalço, não pode bagunçar o quarto.

Não pode ouvir música alta, não pode dormir fora, não pode sair, não pode fumar, não pode beber, não pode optar por não fazer a prova, não pode deixar de entregar o trabalho, não pode ir à escola sem uniforme, não pode colocar piercing, não pode fazer tatuagem.

Não pode chegar atrasada no emprego, não pode faltar, nem mesmo se for um feriado com um sol lindo, muito menos se estiver doente. E não pode xingar seu chefe, nem mesmo aquela chefe feia e mal-comida.

Não, não , não, não e não.

É tanto sentimento reprimido

que não me espanta o mundo moderno viver à base de

comprimido.

terça-feira, 1 de junho de 2010

C.e.n.s.u.r.a.

Hoje escrevi

Mas a censura passou por aqui.

domingo, 9 de maio de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Despedida

Amor, pense comigo

Melhor assim do que inimigo.

Antes o fim sem mais instâncias

Do que a separação pela distância.

Deus sabe o que faz,

Não adianta tentar mais.

Pare com os aborrecimentos,

Que só trazem sofrimento.

Lhe peço duas coisas antes da ida:

Reconstrói a tua vida

E dê-me um beijo de despedida.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Confissão.


Eu te traí. Talvez essa não seja a melhor forma de contar, mas foi a melhor que encontrei. Sei que é difícil acreditar, uma vez que sempre demonstrei muito interesse e carinho. Mas eu o fiz. Não que não gostasse de você. Na realidade aprendi a gostar de nós dois juntos e da nossa rotina. Mas o que é surpreendente é que nunca gostei de rotinas. E foi assim que uma pessoa apareceu na minha vida, quebrando a rotina, que no início parecia me agradar, mas a minha natureza ia contra isso.

O sexo não era ruim, no início. Depois passou a ser monótono, procurava novidade. E essa novidade apareceu na minha vida de uma maneira curiosa e não poderia deixar escapar assim, era a minha felicidade em jogo. Era cada dia uma loucura nova, um lugar novo. E você sequer desconfiou. Os álibis eram perfeitos e até inocentes, confesso, nem eu desconfiaria.

Devia guardar esse segredo comigo para evitar sofrimento? Talvez. Mas meu egoísmo foi maior. Isso me inquietava. Perdão também não peço, mas agradeço por “ouvir”a confissão. Por fim e sem mais explicações de porquês o que me inquietava cessou.

A propósito, continuo tentando quebrar a rotina: encontrei uma “novidade” recentemente, mas, pasme, está virando rotina. Entretanto, depois dessa experiência imagino que serei capaz de transformar essa rotina sem procurar “novidades”. Porém, não medirei esforços para encontrar minha felicidade, e se necessário o farei sem nenhum peso na consciência.

Mas isso não é mais de seu interesse,não é mesmo? Aliás, nem sei ao certo se essa confissão o é. Fique à vontade para sentir o sentimento que for de mim, é natural.

Agradeço mais uma vez por ler essa carta. Não espero resposta.

Adeus.

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